sábado, 7 de janeiro de 2012

Projeto Convivência com o Semi-árido


Projeto Convivência com o
Semi-Árido



Jaguaruana
2011

Introdução



            O projeto “Conhecendo o Semi-Árido” é uma ação coletiva da Escola de Ensino Fundamental Francisco Venâncio da Silva com a Secretaria de Educação de Jaguaruana, em promover um amplo debate sobre as características e potencialidades da Região Nordeste, principalmente a que está inserida no semi-árido e a área do nosso município.
È de suma importância que os professores e alunos trabalhem o conhecimento contextualizado e científico contido em livros, reportagens, textos especializados e em sites, e juntos conheçam e explorem todas as potencialidades dessa região, para que os mesmos possam conviver com os desafios e possibilidades encontrados no semi-árido, tanto por suas características peculiares, como por falta de um conhecimento mais amplo.
Promover atividades que envolvam essa temática é um passo importante para disseminar conhecimento contextualizado e pragmático para a vida dos alunos e comunidade, no intuito para que eles possam ser multiplicadores do saber para todas as pessoas da comunidade, assim utilizando esse saber em suas vidas.


Justificativa


Podemos perceber que após a descoberta do Brasil a mais de 500 anos, que as características físicas e climáticas do semi-árido nordestino é tratado como um problema sem solução, como se suas características fito-climáticas não podessem ser transformadas em oportunidades, mas que ainda impera no conhecimento coletivo sendo uma região problema.

As pesquisas e avanços tecnológicos pelo qual o mundo vem passando, vem desmistificando essa cultura determinista implantada no semi-árido nordestino, que apenas encobrem as possibilidades e potencialidades que a região possui.
O presente projeto busca através de debate e pesquisas dotar o aluno de conhecimento necessário para que percebam todas as riquezas e diversidade do semi-árido que se for bem explorada promoverá um grande desenvolvimento sócio-econômico e cultural.
  

Objetivos

l  Disseminar novos conhecimentos sobre o semi-árido nordestino.
l  Formar multiplicadores do conhecimento da convivência com o semi-árido.
l  Promover práticas de pesquisa de campo e relatórios.
l  Sensibilizar os alunos sobre suas práticas no tocante ao meio ambiente.


Estratégias


l  Envolver os alunos em pesquisas de campo e socialização dos seus trabalhos.
l  Confecção de cartilhas, cartazes e murais.
l  Utilização de recursos tecnológicos (DVD, filmes e internet).


Atividades

l  Pesquisas
l  Relatórios
l  Confecções de murais com base nas pesquisas feitas, contendo informações sobre a comunidade e o conhecimento trabalhado.
l    Filmes que abordem temáticas sobre o semi-árido nordestino.

Cronograma de Atividades
Meses
Atividades
Professor Responsável
Fevereiro
Fazer o Projeto
Jorge
Março
Atividades bibliográficas com textos sobre o semi-árido.
Lourdes
Abril
Pesquisa de campo sobre a fauna, flora e aspectos físicos.
Oceliano
Maio
Pesquisa de campo sobre os impactos ambientais presentes na comunidade
Mak Emília
Junho
Identificação do tipo de abastecimento de água na comunidade
Lindebergue
Agosto
Trabalho de gabinete sobre o material pesquisado.
Márcio
Setembro
Passeata pela comunidade
Todos os professores
Outubro
Realização de uma oficina de reciclagem.
Jorge
Novembro
Confecção de jornal mural e vídeos. Socialização do material pesquisado para a comunidade.
Todos os professores

Materiais Necessários

l  Máquina fotográfica
l  DVD
l  TV
l  Papel, cartolina, tesoura, fita gomada e cola
l  Textos informativos
l  Formulários de pesquisa de campo

Culminância

            Diversos trabalhos podem encerrar cada atividade, como teatros, confecção de murais, assembleia, produção de um documentário informativo, etc... Esta escolha ficará a critério de cada grupo e realizada na própria escola.

Avaliação

            A avaliação deverá acontecer durante todo o processo de realização do projeto, através da observação dos professores baseada em critérios pré-estabelecidos. Durante o desenvolvimento dos trabalhos é importante que o professores estejam presentes para interagir com o processo de trabalho dos discentes, diagnosticando diferenças e conquistas, propondo analises das etapas do projeto. Na conclusão final o professor deverá propor uma avaliação geral de todo o processo.

Resultados Esperados

            Com este projeto, esperamos que as pessoas se tornem mais conscientes e multiplicadores do conhecimento adquirido sobre as possibilidades e potencialidades do semi-árido nordestino, assim, contribuindo na melhora da sua qualidade de vida e da sua comunidade, agindo com responsabilidade no trato com o meio ambiente.



Março
Os professores trabalharam a cartilha do agrinho e do Chico Mendes sobre as características do semiárido, seus aspectos e sustentabilidade.


Abril

Conhecendo a flora da comunidade, os aspectos e suas características. Logo após os alunos socializaram seus conhecimentos com seus colegas da escola.


 
Maio

Pesquisa de campo com os alunos para identificarem os principais problemas ambientais da comunidade.


Junho


              Os alunos fizeram uma pesquisa de amostragem sobre o tipo de abastecimento de água na comunidade, identificando possíveis problemas a saúde por não consumir água de boa qualidade e não utilizarem nenhum tipo de tratamento. As principais vias de acesso a água é o rio que se encontra poluído ou compram de carroças. Poucos moradores tinham cisternas de placas, uma solução de convivência com o semi-árido

Agosto

Trabalho de gabinete sobre a amostragem que os alunos realizaram sobre o consumo de água dos moradores e o tipo de tratamento por eles utilizado. Os dados foram convertidos em gráficos.
Setembro






















Outubro


              Realização de uma oficina de reciclagem, assim reutilizando jornais e livros na confecção de abajus e árvores de natal. A redução de matérias inorgânicos na natureza contribui para uma convivência sustentável com o meio ambiente.




Novembro

Os alunos confeccionaram cartazes, fizeram jornais murais sobre o meio ambiente, enfatizando a convivência com o semi-árido, cuidados com a água. Socializaram o método “sodis” que utiliza o sol para esterilizar água para consumo humano. Um método de baixo custo e acessível a todos. Foram feito pequenos vídeos que podem ser visualizados no blog da escola.


Apresentação de trabalhos e socialização com todos os estudantes da escola, sobre o abastecimento de água na comunidade e a poluição e o uso irracional da água no mundo.





              Foi realizada na comunidade uma passeata de conscientização, onde foram exibidos cartazes confeccionados pelos os alunos, chamando a atenção dos moradores para a convivência sustentável com o meio ambiente.
                                                                                                       









Projeto Afro-indígena



Projeto Nossa gente, Nossas Raízes: Afro-indígena









Jaguaruana     
2011









Introdução



            O presente projeto tem o intuito de trabalho a formação do povo brasileiro na perspectiva de salientar os traços culturais que o povo brasileiro herdou das etnias afro-indígena dentro da sociedade brasileiro. As contribuições dessas duas etnias na construção do nosso país é inegável, mas muito esquecido pela história ou trabalhado de forma errônea.
            A discriminação e o preconceito a essas duas etnias (índio e afro) são visíveis nos livros didáticos e dentro da sociedade brasileira, onde são marginalizados e relegados ao esquecimento, sendo abordadas questões apenas em datas específicas, que não conseguem resolver o problema quanto ao preconceito e nem a discriminação.
            Na tentativa de sensibilizar e mudar esse quadro depreciativo que se formou diante da historia afro e indígena, este projeto incorpora na grade curricular da Escola de Ensino Fundamental Francisco Venâncio da silva, uma abordagem sistemática e atividades ao longo do ano letivo, para despertar o debate e o respeito as devidas etnias.

           





           
           



Justificativa

O povo brasileiro é produto da miscigenação das três etnias (Branco europeu, índio e afro) que a formaram, mas que a visão eurocêntrica dominou nossa sociedade relegando e escondendo as contribuições que os demais povos tiveram em nossa sociedade. É inquestionável todas as heranças que foram incorporadas a vida dos brasileiros através da miscigenação e que hoje fazem parte do nosso dia a dia.
Os índios que aqui existiam e os negro trazidos de vários locais do continente africano, que no contato com o branco europeu português, deixaram significativas contribuições sócio-culturais que foram incorporadas a vida dos brasileiros e pouco reconhecido, seja na arte, cultura, vocabulário, alimentos e outros inúmeros hábitos, que enriqueceram o povo brasileiro.
Nada mais justo que reconhecer diante da história a importância que essas duas etnias tiveram para forma o povo brasileiro com sua inquestionável riqueza e que hoje precisa uma reflexão sobre essas falta de reconhecimento e o preconceito que sofrem.


















Objetivos


l  Sensibilizar os professores para importância da valorização da cultura afro-indígena.
l  Proporcionar momentos de reflexão crítica sobre as contribuições afro-indígena.
l  Mobilização da opinião pública escolar, mediante campanhas, debates e oficinas.
l  Trabalhar a difusão dos conhecimentos sobre a riqueza sócio cultural africana e indígena na sociedade brasileira.
l  Sensibilizar os alunos contra o preconceito cultural.




Estratégias


l  As classes envolvidas trabalharão individualmente debates e temáticas diversificadas para no momento oportuno socializar.
l  Confecção de cartazes, murais e pesquisas.
l  Utilização de vídeos e outros recursos tecnológicos como a internet para promover pesquisa orientada e conscientização contra o preconceito sociocultural.










Atividades

l  Pesquisas
l  Relatórios
l  Confecções de murais com base nas pesquisas feitas, contendo informações sobre a riqueza sociocultural herdada dos índios e afro.
l    Filmes e documentários que abordem as temáticas.

Cronograma de Atividades
Meses
Atividades
Professor Responsável
Fevereiro
Fazer o Projeto
Jorge
Março
Atividades bibliográficas com textos sobre a cultura africana e indígena.
Lourdes
Abril
Pesquisa de campo em uma comunidade local quilombola. (alto dos negros)
Oceliano
Maio
Pesquisas sobre as tribos e comunidades quilombolas remanescentes no Brasil.
Mak Emília
Junho
Transformação dos dados em gráficos
Bergue
Agosto
Oficina sobre literatura africana.
Márcio
Setembro
Apresentação do projeto na semana do município. Desfile no dia sete de setembro.
Todos os professores
Outubro
Confecção de cartazes.
Lourdes
Novembro
Socialização do material pesquisado para a comunidade escolar.
Todos os professores













Materiais Necessários

l  Máquina fotográfica
l  DVD
l  TV
l  Papel, cartolina, tesoura, fita gomada e cola
l  Textos informativos
l  Formulários de pesquisa de campo

Culminância

         Diversos trabalhos podem encerrar cada atividade, como teatros, confecção de murais, assembleia, produção de um documentário informativo, etc... Esta escolha ficará a critério de cada grupo e realizada na própria escola.















Avaliação

            A avaliação deverá acontecer durante todo o processo de realização do projeto, através da observação dos professores baseada em critérios pré-estabelecidos. Durante o desenvolvimento dos trabalhos é importante que o professores estejam presentes para interagir com o processo de trabalho dos discentes, diagnosticando diferenças e conquistas, propondo analises das etapas do projeto. Os professores deverão encorajar os participantes ao debate reflexivo e crítico sobre o preconceito, riqueza cultural e as contribuições afro-indígena na formação da sociedade brasileira. Na conclusão final o professor deverá propor uma avaliação geral de todo o processo.





Resultados Esperados

         Com este projeto, esperamos que os alunos se conscientizassem sobre a grande importância que as etnias africanas e indígenas colaboraram para a riqueza cultural do povo brasileiro em todos seus aspectos e sobre tudo combater o preconceito étnico.














Março





Os professores insentivaram os alunos a conhecerem a riqueza cultural afro-ind-indigena na sociedade brasileira, seja na literatura, vocabulário, pintura, comidas etc.


Abri


Os alunos visitaram uma comunidade local, onde alguns moradores relataram se tratarem de remanescentes de quilombolas. Essa comunidade é conhecida como “Alto dos Negros”.



Maio





Os alunos realizaram pesquisas em sites e livros sobre tribos e comunidades quilombolas remanescentes no Brasil. As alunos visitaram os seguintes sites: http://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombolas, http://www.geocities.ws/terrabrasileira/contatos/povos.html,
              a pesquisa realizada serviu de base para comparar a quantidade de índios e africanas que existiam no Brasil colônia e os que têm na atualidade.

Junho



Os dados compilados nas pesquisas na internet e nos livros foram transformados em gráficos para serem explorados e socializados na comunidade escolar.





Agosto

Oficina de literatura africana, onde os alunos tiveram a oportunidade de entrar em contato com essa riqueza cultural e conhecer um herói de origem afro, o pequeno Kiriku.




Setembro

Desfile no dia sete de setembro, com alas mostrando a riqueza cultural afro-indígena para a cidade de Jaguaruana e apresentação do projeto na semana do município de Jaguaruana.






Outubro

Confecção de murais para socialização e culminância do projeto afro-indígena.



Novembro


Socialização do material pesquisado e apresentação dos murais confeccionados pelos alunos. No momento os alunos organizaram uma roda de capoeira para apresentar aos visitantes.